Mães: é proibido desperdiçar tempo! (por Rosangela Manteigas)
Por Sandra Maia
Uma das maiores experiências de Amor que conheço e vivenciada em um tempo de crise e especialmente em um tempo da doença, principalmente se neste cenário nos deparamos com uma palavra que ainda mesmo depois de tanto avanços na Medicina é devastadora “Câncer.” Por outro lado podemos entender que a existência de uma situação tão difícil permite que nos deixemos levar pela sensibilidade e pelo Amor, aí nos deparamos com uma doença que nos leva a pensar em Coisas do Amor.
O trabalho interior do ser nesta nova condição de vida começa pela sua difícil fase da aceitação de que inesperadamente tudo mudará, terá continuamente um tempo permeado pelas incertezas inerentes à doença e à necessidade de afastar a ideia de morte.
Descobrir-se mãe de uma criança com câncer é viver o tempo do diagnóstico, da aceitação, das dúvidas, da dor, das incertezas, da culpa e acima de tudo da vontade de vencer; vivenciando uma mudança inesperada e deparando-se com a ameaça que a doença representa para a vida do filho e para toda sua família.
Apesar disso, a mãe busca forças para recuperar o equilíbrio, para dar início à difícil trajetória e com isso novamente se adaptar as conseqüências. Muitas das vezes se afastar do marido, de outros filhos, dos amigos, da carreira e dedicar sua Vida para salvar outra Vida. Podemos entender isso como Coisas do Amor?
Sempre penso que o Câncer é uma doença da Família e não só do doente, claro ele sentirá todas as dores físicas, as limitações, mas acompanhar a dor é muito mais dolorido. A dor de quem acompanha é um sentimento que não há como remediar.
Neste momento, nos deparamos com uma forma de Amar, onde de um lado o Amor é tão grande a ponto de ser ilimitado e de outro lado o abandono, como entender este Amor, que em um lado está em abundancia e em outra abandona.
Entender a dedicação de uma mulher ao deixar suas Paixões e descobrir-se mãe de uma criança com câncer é não querer perder tempo, é descobrir a existência de dons divinos, revelando á necessidade de agir rápido a fim de afastar a possibilidade de perder sua criança.
É também vivenciar a incerteza de um tratamento, a aspereza de alguns médicos, não por que são asperos, mas também para se resguardarem de sentimentos e sofrimentos. Tantas dúvidas sobre como agir e cuidar do filho e do próprio futuro da criança e de sua família. Só lhe restara a FÉ e a Aceitação, utilizando às habilidades das mulheres que é a adaptar-se, aceitar e seguir em frente, entender cada momento e se preparar para a grande jornada neste tempo de descoberta. A aceitação , Fé e Perseverança serão palavras que nortearam e ajudaram a adaptação da nova jornada.
Cada dia é uma conquista e todos dos dias são agradecidos, aí novamente pensamos novamente são Coisas do Amor! Agradecer por um dia em que nem por sonho gostaríamos de estar. Certamente “São Coisas do Amor.”
Muitas e muitas crianças hoje estão curadas Graças á Deus e outras infelizmente não conseguem, mas aí humanamente não há explicações.
Durante estes anos que acompanho mães e filhos , as frases que ouvi me deram forças para continuar em busca de apoio de crianças, jovens e familiares que passam por este caminho.
... viver o tempo da doença é um tempo de arriscar tudo. (Jovem de 15 anos).
... eu procuro assim, eu sou uma pessoa muito positiva, sempre pensando o
melhor, sempre pensando que vai dar tudo certo. Não vou dizer que é fácil, não
é fácil. Mas a luta é grande, a gente tem que estar sempre com força, até para dar
força pra ele, porque ele precisa. (mãe)
Decidi que este é o tempo do meu filho e estarei com ele, sentirei cada respiração dele, etarei pronta para entende-lo pelo olhar. Lutar pelo meu filho movida por amor. Viver um tempo de luta pela vida. Vou lutar pela vida do meu filho, não contra o câncer. Quando as mãos se unem a dor diminui. Preciso de amigos, de anjos que estão aqui na terra. (mãe)
... podem cortar nossos cabelos também, e ficaremos todos lindos sem cabelos (irmãos e Pais de menina de 18 anos).
... a dor é tão grade que falta ar, mas nos leva adiante. Aprendi que a dor é combustível para seguir em frente. (jovem de 19 anos)
Muitas vezes nos deparamos com nossas agonias e fantasmas, mas esquecemos que nosso tempo é limitado e perdemos minutos preciosos com situações desnecessárias. Seria tão fácil se pudéssemos estabelecer regras onde desperdiçar tempo de nossas vidas fosse proibido. Mas, não conseguimos fazer isso, ou seja, infelizmente, estamos constantemente em busca de situações que nos fazem desperdiçar aquilo que é mais importante Paz e Amor que se resume em estar diante da FELICIDADE.
Demagogia? Utopia? Posso dizer que não são apenas palavras de quem já perdeu muitos minutos com coisas banais. Olhar para tudo isso e escolher mudar é também Amor!
Rosangela Manteigas, mãe.
Esse Blog abraçou a “Casa que o amor construiu” por Sandra Maia
Por Sandra Maia
O COISAS DO AMOR é o mais novo parceiro virtual da Casa Ronald McDonald RJ
A Casa Ronald McDonald-RJ acaba de ampliar seus horizontes no mundo virtual. A instituição, que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Rio, começou uma nova campanha na internet. Após ter lançado uma Fan Page no Facebook, e revitalizado o Twitter, a CRM lançou uma ação junto aos principais blogueiros do país. O mote da campanha online será uma extensão do slogan tradicional: “A Casa que o amor construiu... a Internet abraçou!”. E a expectativa é conseguir conquistar, logo nos primeiros meses, ganhar cerca 1 milhão e meio de visualizações em blogs e sites desses novos parceiros.
A agência CMI, especializada em marketing digital, ficará responsável pela campanha, e começou o trabalho fazendo uma listagem dos maiores blogs do Estado do Rio, e mais influentes do Brasil. E o COISAS DO AMOR foi um dos selecionados.
Sendo assim, aproveitamos a oportunidade para passar para nossos leitores, que a partir de hoje, abraçaremos a CRM-RJ. Nosso espaço ganhará o selo de “Blogueiro Responsável” da Casa Ronald McDonald RJ, e convidamos a todos para também abraçarem a casa.
Apoie a casa seguindo e adicionando as redes da CRM:
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Responsabilidade Social – Esse Blog abraçou a CRM-RJ - Blogueiro Responsável
Amor só dura em liberdade. por Maria Cristina Gonçalves
Por Sandra Maia
Amor só dura em liberdade: uma frase para resumir um sentimento tão amplo...Mas a frase é muito mais complexa do que parece, à primeira vista.
Liberdade para o amor é deixar viver, respeitar o outro, respeitar a si mesmo, respeitar os limites de cada um.
Talvez o equívoco esteja no respeito, e não em amor ou liberdade. O respeito é sempre visto como restritivo, limitante, castrador...Mas é exatamente o contrário: quem estabelece limites e respeita a si mesmo, em todas as esferas da vida, é livre, pleno.
Qual amor subserviente pode durar para sempre? Qual amor onde uma das partes ama mais ao outro que a si mesmo pode ser pleno? As pessoas entendem por amor um sentimento que tudo suporta, aceita, resiste... Eu não o vejo assim.
Amor é um sentimento que deve ser cultivado, respeitado, apreciado, conversado, observado... Eu não estou me referindo somente ao relacionamento entre amantes e sim entre humanos.
Um exemplo simples: pais e filhos. Qual cláusula desse contrato rege que a mãe deve amar sem nada exigir? Ela poderá sim amar profundamente seu filho, a ponto de lhe dar limites, noções de respeito ao próximo, ordem...
Observem as mães e pais que orientam e estabelecem limites aos seus filhos: mantém com eles uma relação mais saudável, menos interesseira, oportunista, chantageadora... A relação é mais plena, pois os dois lados sabem que é importante dar liberdade ao amor e respeito ao espaço de cada um... Estão unidos pela prazer da convivência, sabem que devem respeitar a individualidade do outro. Não avançam sinais nem gostam de ser invadidos pela contramão.
É assim também com os casais. Logo de cara, passada a fase da paixão inebriante (vamos dar esse desconto, né?) é imperioso que cada um se exponha, demonstre suas opiniões, desejos, perspectivas, projetos de vida... Se há pontos em comum e respeito às diferenças, ótimo! Vá em frente!
Se as diferenças são enormes, não acredite que o seu amor será capaz de superar tudo, de transformar água em vinho, de mudar o outro. Pode até dar certo, mas as chances são ínfimas. O mais provável é quebrar a cara ou passar a vida cobrando do outro e o responsabilizando por sua infelicidade e frustrações.
Bancar o mártir num mundo cheio de possibilidades e liberdade de expressão, além de fora de moda é jogar para o alto a chance de ser feliz. Para viver ao lado de alguém, seja pai, mãe, empregada, amiga, amante, é preciso respeito entre as partes. Só assim se alcança a sonhada liberdade.
A experiência comprova que pais permissivos ao extremo têm filhos desregrados, inseguros, agressivos. Mulheres submissas são infelizes e passam para os seus filhos visões distorcidas sobre relacionamento a dois. Patrões tiranos geram empregados improdutivos, desmotivados.
Se há uma regra a seguir, um norte, um rumo, uma orientação tudo fica mais fácil. Se encaixa na velha frase “a sua liberdade termina quando a minha começa, me respeite!”. Mesmo que num primeiro momento respeitar pareça limitante, desafiador, difícil.
Não há amor, nem convivência que resista, saudavelmente, à falta de liberdade.
Por isso, faço minha a célebre frase de Raul Seixas: “amor só dura em liberdade”.
Maria Cristina Gonçalves
Jornalista e Autora do Livro Sexualidade - Autoconhecimento e Qualidade de Vida
Editora Alaúde
Falsos perfis na internet: No divã com René Junior de “Fina Estampa” Por Alexandre Bez – Escritor e Psicólogo
Por Sandra Maia
No mundo virtual podemos ser quem gostaríamos de ser ou se passar por qualquer pessoa que nos faça sentir confortáveis e realizados emocionalmente. Essa zona de conforto traz uma tranquilidade psíquica, mascarando nossa real personalidade e características individuais. A fantasia nos permite sonhar sem medos e pudores dentro da perspectiva virtual e adquire proporções estratosféricas que são barradas quando se chocam com a realidade.
Podemos definir a fantasia como um processo o qual a imaginação assume o controle do indivíduo de acordo com seus interesses pessoais, por intermédio do seu aparelho psicológico que ativa o estado imaginário dos desejos. A mesma atua através das construções imagéticas durante o período diurno e se manifesta na forma dos sonhos também, à noite. Mas, o ato fantasioso atinge uma dimensão ainda mais profunda quando feitas criações de “personagens imaginários” por meio da internet nas páginas de redes sociais.
A exemplo dessa prática, destacamos o personagem René Junior da novela “Fina Estampa” que ilustra perfeitamente toda descrição realizada a respeito do assunto. Assim como outras pessoas, o rapaz molda um perfil falso criado na internet a partir da manifestação de suas vontades e intenções, de modo não condizente com a realidade vivida. Nas palavras do Psicólogo Especializado em Relacionamento Alexandre Bez: “Na internet, todo cuidado é pouco. Ao utilizar a ferramenta funcional do mundo virtual, o sonhador assume personalidades que vão se deparar com a realidade, e o perigo é quando se percebe o confronto”. Esse choque ficou muito claro em “Fina Estampa”, onde o personagem aproveita ainda para abordar as mulheres na rua após o fracasso do encontro e tirar fotos montadas, assim podia mostrar aos colegas de escola seu falso êxito.
O perigo configura-se em fantasiar uma vida irreal, onde teoricamente você está escondido das suas reais características físicas, cronológicas e mentais. Portanto, todo cuidado deve ser levado em conta, principalmente quando a questão envolve mentes ainda em formação, no caso, adolescentes, sem contar todos os perigos existentes na rede em relação a menores de idade. Na novela tudo acabou bem, exceto o castigo imposto a personagem Carolina, jovem que sonhou em juntar a mãe com Juan através do recurso das redes sociais, e acabou sem internet. Mas, a melhor maneira de conscientizar sobre a atividade virtual é mostrar a necessidade de usar com responsabilidade o mecanismo da internet, precedido por uma esclarecedora e tranquila conversa, esclarece Bez.
Alexandre Bez, Psicólogo especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA, acaba de lançar seu primeiro romance psicológico INVEJA - O INIMIGO OCULTO" (Ed. Juruá).
Para haver um casamento feliz… by Marina Morato
Por Sandra Maia
Para haver um casamento feliz, em primeiro lugar é preciso:

1- Existir o CASAMENTO, ou seja, que os dois assumam e desejem ficar casados ( com ou sem papel). Se um assume o relacionamento e o outro permanece solteiro, pulando de galho em galho, se um quer ir para a direita e o outro quer ir para a esquerda, a relação terá um bocado de adrenalina e vida curta.
2- JAMAIS engolir sapos, ficar fingindo que está tudo bem. A saúde vai para o brejo, junto com os sapos. Receita: se o conjuge fez algo desagradável, evitar explosões de raiva: sair, dar um volta ou uma corrida ao redor do quarteirão para se acalmar. Depois, sentar-se em frente a ele, bem próximo e dizer COMO SE SENTIU com o comportamento dele, expor seus pontos de vista, seu limite de tolerância, ouvir o que ele tem a dizer.
3- evitar guardar segredos do companheiro (se existem segredos, existe comportamento escuso), faça tudo às claras.
4- Cortar, no princípio do relacionamento, todo comportamento de manipulação, onde um fica em cima, com a corda toda e o outro embaixo, com a corda no pescoço: um relacionamento saudável deve ser de igual para igual.
5- NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM faça comentários irônicos, em festas ou em público sobre algum comportamento estranho de seu companheiro: isso humilha o companheiro e envenena a relação. Se falar algo dele em público, que seja um elogio discreto. São os pontos que considero fundamental em um bom relacionamento.
Marina Morato da Costa, psicóloga, CRP 6960 ( 4a região)
O outro lado do Natal, por Alexandre Bez
Por Sandra Maia
O outro lado do Natal: a importância da presença dos sentimentos nas comemorações de fim do ano
Na tradicional época das festas natalinas e de fim de ano em geral, ressalta-se a importância da valorização dos verdadeiros sentimentos. No entanto, esses devem ser corretamente direcionados às pessoas que nos proporcionam alegria e bem estar relacional.
Vamos colocar um pouco de lado certas atitudes inerentes a época, como o lucro obtido através do comércio e a venda dos produtos, e nos voltarmos a união humana. Ato este, que parece diminuir consideravelmente com o passar dos anos, onde essa relação, que supostamente deveria abrigar carinho e ternura, está sendo substituída gradativamente pelas "lembrancinhas nada econômicas". Esses ingredientes denotam a “confortável especificidade relacional” , trazendo à tona os principais vilões presentes nessa época do ano, que são a depressão e ansiedade.
Segundo Bez, “o ato de englobar pessoas corretas em nossas vidas nessa época faz-se necessário à natureza humana e é também extremamente útil. A escolha certa é uma injeção de alento à alma psicológica. Nessa hora a quantidade de pessoas ou o valor dos presentes trocados não é o mais importante e sim a vontade de estar junto somado ao envolvimento emocional. São elementos ‘do bem’ para o nosso cérebro”, finaliza.
Por isso, a presença daqueles que amamos verdadeiramente é tão especial. Para isso temos que ter o discernimento de que um mero conhecido, muitas vezes não é amigo verdadeiro. Compreender que mesmo os amigos, assim como todas as relações, não conseguem manter um caráter homogêneo de perfeição. Essa época deve ser dividida com pessoas que nos remetam sentimentos de felicidade, prazer e conforto emocional, encontrado na maioria das vezes entre os entes familiares e amigos de longa data.
Dicas para curtir melhor as festividades:
1) Compartilhar as emoções do momento com os amigos e familiares. São permitidas também duas comemorações em datas diferentes, por motivo de agenda e condições de reunir todos em um só lugar.
2) Participar ativamente das comemorações natalinas, afastando a depressão e ansiedade específicos para essa data.
3) Não “neurotizar” quanto as gorduras ingeridas a mais. Cheque antes a permissão e as condições de seu estado físico para isso, até porque você terá muitos meses para perder as calorias adquiridas.
4) Policie-se na quantidade de álcool ingerido. Essa substância além de ser mais muito mais destrutiva que as iguarias natalinas, é também mais engordativa. Adquira uma postura severa: se beber não dirija jamais.
5) Faça uma varredura nos relacionamentos em geral, eliminando as relações tóxicas e maléficas em sua vida, por mais incômodo que possa ser.
6) Execute um planejamento de ordem pessoal e profissional, abordando todos os pontos que forem inerentes as suas necessidades. Essa ação é extremamente eficiente para combater e administrar a ansiedade que aparece nessa época, em relação as perspectivas futuras.
Alexandre Bez, Psicólogo Especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA. acaba de lançar seu primeiro romance psicológico INVEJA – O Inimigo Oculto (Editora Juruá).
Palavras inspiram, exemplos arrastam. By, LIAH MATTOS
Por Sandra Maia
Cuidar não é só abrir as portas, não é só bajular, tratar bem e adorar, cuidar também consiste em fechar as portas. A nossa sabedoria tem que ser buscada em cada porta que se abre e fecha, para identificarmos que quando uma porta se fecha, também aprendemos da mesma forma de quando ela se abre.
Temos sido educados em pensar e achar que tudo nos favorece, quantas vezes na vida uma porta fechada significa uma oportunidade de crescimento? A mesma coisa que amar e ser amado também consiste em impor limites, abrir e fechar portas também. O amor se expressa nas oportunidades que permitimos ao outro nos amar, no que ‘liberamos’ e acreditamos estar correto. Mas, o amor também se expressa naquilo que negamos, sobretudo quando você aprende que a palavra NÃO, utilizada de forma correta ela ajuda estabelecer limites necessários para a construção de um relacionamento mais sólido.
Jamais poderemos ter um relacionamento baseado na confiança, fidelidade, compreensão, respeito se ás vezes não utilizarmos a palavra NÃO.
Amar é permitir, amar também é NÃO permitir. E é nessa experiência que descobrimos o quanto somos importantes uns para os outros.
Pode ser que não entendamos um NÃO hoje, mas amanhã ou depois iremos analisar que se não tivéssemos escutado aquela negação antes estaria em caminhos errados.
Esta regra é válida para todos. Se não nos podarmos, futuramente não teremos uma disciplina no andamento de um relacionamento. O NÃO ele nos disciplina para que cresçamos de uma forma correta. Temos que compreender essa lógica e começarmos a aplicá-la em nossas vidas.
Quando ouvimos um NÃO é muito dolorido, pois estamos habituados a escutar o Sim, e de repente uma realidade lhe poda e você não entende aquilo. É como ser corrigido, quando uma palavra de correção chega até o nosso coração, a nossa primeira reação é de negação, achamos que quem está nos corrigindo está agindo com maldade, achamos que a correção é uma maldade do outro. Mas, nem sempre ela é uma maldade, mas pode ser que seja e que uma pessoa maldosa esteja querendo podar você, não que você precisa de poda, mas que o seu trabalho incomoda. Mas, quando essa correção vem de uma pessoa que tem autoridade afetiva do amor, dê ouvidos a ela.
Se a palavra ou conselho vem de quem você ama e ama você ouça, é importante ouvir o que ela tem a dizer. Porque essa sim é a palavra do cuidado, do abrir portas, quando você já experimentou na sua vida quem ama você.
Não fique acostumado a fazer apenas o que gosta, comece a experimentar na sua vida a fazer coisas que são difíceis para você, como pedir desculpas, desabafar, dar um abraço, um beijo, dizer que ama etc. Quando fazemos algo que não gostamos, encontramos ali uma oportunidade de crescer, não espere somente um pedido de desculpas, um desabafo, um abraço, um beijo, um eu te amo, aprenda também a fazer tudo isso, ouse buscar mesmo que isso não lhe seja fácil. Fazendo o que já sabe não lhe levará a diante, quando nos colocamos em uma situação adversa seu cérebro, sua emoção, ela tende a agir de um jeito que você evolui e cresce como pessoa.
Tenha dentro de você sempre, a coragem de buscar suas reservas de amor. Você vai precisar usá-las em um momento que estiver sendo contrariada, quando a ocasião não for muito favorável a você. O NÃO, não tem outro objetivo que não seja nos colocar em equilíbrio.
Somos Capazes.
LiaH Mattos
4, de outubro, Dia Internacional do Poeta!
Por Sandra Maia
por Rossana Maia Angelini
OLHARES
Repentinamente
Dois olhares se encontram
Segundos...
Desviam-se
Voltam a se olhar.
Um foge
O outro insiste.
Um desvia
O outro despreza
E os dois numa
Ciranda se reencontram...
Oh! Dança espanhola!
Olhares dançantes...
Mares distantes...
Navegáveis?
Sonhos...
Domáveis?
Um olhar n’outro
Inquietante...
Incômodo...
Incógnitas...
Serpentes sem rumo...
Olhares vagos...
Olhares platônicos...
Olhares...
apenas....
Quem somos nós? Por Rossana Maia Angelini.
Por Sandra Maia
QUEM SOMOS NÓS?
Essa é a grande pergunta que nos move e nos faz seguir... Somos seres em busca de nossa compreensão, de nosso destino humano. Somos, em essência, seres de relação, sistêmicos, estamos presos a uma rede de relações que nos move.
A todo tempo, nossas relações são atravessadas por nosso desejo, por nosso corpo, por nosso organismo, por nossas emoções, por nosso inconsciente, por nossa alma. Creio que, acima de tudo, somos atravessados pelo inconsciente, aquela parte submersa em nossas profundezas que nem sempre temos acesso.
Lacan, foi um psicanalista francês, discípulo de Freud, e uma de suas máximas é que somos seres de desejo, desiderantes. Entretanto, de que desejo se fala? Do nosso desejo? Do desejo do outro? Falamos do maior desejo humano, segundo o autor – o desejo de nos sentirmos desejados. Isso que nos implica com as pessoas, com as coisas do mundo; pois o que mais queremos é ser olhados, acolhidos, amados e, assim, pertencer.
Enfim, nossas relações estão permeadas, inconscientemente, pelo desejo do outro e o quanto valorizamos isso. No entanto, precisamos aprender que o desejo do outro só acontece ou significa algo se nós nos desejarmos, acima de tudo, se nós investirmos em nós, em nossa capacidade de ser uma pessoa inteira, com suas possibilidades, com suas dificuldades, uma pessoa que se permite ter autoria e autonomia sobre sua vida. Desejar-se, investir-se de desejo é o caminho para uma vida melhor. Na verdade, mais do que o ato sexual em si, o que mais desejamos é o desejo de nos sentirmos desejados – fica o convite à reflexão.
Rossana Maia Angelini
Psicopedagoga
BLOG: redeconexoes.blogspot.com
O que significa o amor? Texto de Mike Martins
Por Sandra Maia
O romantismo nos beneficiou com uma ideia do que é o amor. Hoje em dia, chegamos à conclusão que a palavra amor é um vocábulo que emite simbolismo e pode ser definido de inúmeras maneiras; e vivemos em uma constante ilusão do que é e pode ser o amor, principalmente por utilizar significados de outras pessoas e buscar algo que funciona para outros. Quando estou trabalhando com pessoas cuja meta é o relacionamento, sempre deparo com esta forte palavra que é o amor. Ao encontrar esta palavra, a primeira abordagem é perguntar para essa pessoa o que significa amor, seguido da pergunta o que significa amor para a pessoa, e as respostas são diferentes. Durante esse processo, eu começo a definir com a pessoa o que significa realmente amor para ela e em que momentos na sua vida viveu realmente este amor, e impressiona o fato de que as respostas são as mais diferentes possíveis. Uma vez que a palavra amor tenha sido definida, entramos em contato com a estratégia que foi utilizada para viver este momento de amor. Utilizamos os cinco sentidos para a sondagem, e dessa maneira a pessoa pode identificar os reais sentimentos que simbolizaram esta palavra e o que vai ver, ouvir e sentir na próxima vez em que se aproximar de algo tão importante para a pessoa. O grande obstáculo é identificar para a pessoa o que é realmente o amor.
Mike Martins- Diretor Executivo Sociedade Latino Americana de Coaching





