Fragmentos de um Discurso Amoroso. Roland Barthes, 1977.
Há poucas semanas, fui presenteada por uma leitora com essa dica. Leia, ela me dizia: “Este era o livro da minha juventude. Eu sabia que o amor estava ali. E ali eu encontraria um alento para minha dor de amor...”.
É, tenho a certeza de que, para todos aqueles que já se perderam no amor, esse é o livro. Ele é um espelho, ou melhor, como afirma o autor, uma enciclopédia da cultura afetiva. Uma constatação de que o amor existe, nasce, se desenvolve e morre... Eu prefiro crer que se transforma, transmuta... Dá espaço para outro tipo de amor, talvez não tão louco, não tão poético, mas ainda assim amor. Se você não leu, leia. É uma leitura deliciosa e com certeza nos serve de espelho em diferentes momentos. Leia e reflita sobre o trecho abaixo. Quem já não experimentou, que experimente...
Wether: “Nesses pensamentos, abismo-me, sucumbo, sob o domínio destas magníficas visões” (4). “Eu a verei [...] Tudo, sim, tudo, como que tragado por um abismo, desaparece diante dessa perspectiva” (43)
Barthes: "O ser amado é reconhecido pelo sujeito amoroso como "atopos"(qualificação dada a Sócrates por seus interlocutores) quer dizer, inclassificável, de uma originalidade sempre imprevista."




25 Set 2011
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