Ele não me ouve!
Há momentos na relação em que um deixa de ouvir o outro, ou pior, ambos não se ouvem mais. E por que isso acontece?
Muitas vezes, deixamos também de nos ouvir, ligamos o piloto automático. Repetimos e repetimos as mesmas queixas, as mesmas solicitações, sem nos darmos conta de como estamos “chatos”.
De fato, é impossível mudar o outro. É quase impossível mudar a nós mesmos! Por que, então, continuamos iludidos de que vamos fazer o outro dançar a nossa música?
Doce ilusão. Ele não vai! E, então, toda a vez que abrirmos a boca com a mesma crítica, a mesma mensagem, a mesma “ladainha”, o outro desliga.
E, o que acontece conosco, quando não nos ouvimos mais? Segundo o autor James Hillman em Tipos de Poder, quando paramos de nos ouvir, nossas palavras tornam-se primitivas, físicas e sem sentido, sem emoção. “Sem atenção para as palavras, a pessoa se torna dumbnos dois sentidos desse termo da língua inglesa: emudecida e imbecilizada. Essa “mudez”... se traduz nas cegas e grosseiras exibições de poder chamadas de brutalidade policial...”
Por isso, em alguns casos, só mesmo a terapia ou psicanálise. Como Freud denominou, a psicanálise era conhecida, como a “cura pela fala”, então, talvez esse seja um bom convite para a semana. Que tal começar a prestar atenção no que fala?
Que tal pensar em dar atenção a si mesmo e ao outro? Que tal, parar de pensar que você está certo e o outro errado? Que tal, pensar na palavra como algo sagrado?
O poder da palavra é absurdo, como já afirmavam os estudiosos da Kabala. Então, por que nãorespirar antes de sair por aí falando ou afirmando qualquer coisa? Exigindo do outro o que não conseguimos em nós.
Você quer alguns exemplos, vamos a eles.
Você conhece aquele casal em que o marido reclama que a esposa gasta muito, enquanto ele é super econômico? Ou, então, aquele outro que o marido é mega metrossexual e a mulher mais casual, mais descontraída? Você conhece algum casal em que um dança, canta, conta piadas e o outro é introspectivo, calado, na dele?
É, você deve conhecer. Eu pelo menos conheço vários. São diferentes um do outro. Até aí, tudo bem. A questão é – querem, a todo o custo, que o outro mude. Querem que pare de gastar, que pare de ser introspectivo, que parem de economizar, que parem de dançar, cantar, emburrar, se divertir... E, aí problema!
A relação não sai do lugar. Não há espaço para crescimento. Não há espaço para cumplicidade, nada! Só para dois TEIMOSOS – cada um puxando a corda para o seu lado.
Se você conhece alguém nessa situação, convide-o a refletir. A parar de reclamar da relação, da parceira, dos problemas.
Nesses casos, a única coisa a fazer, é mudar. Tentar mudar a si mesmo. Encontrar um ponto de equilíbrio. O outro poderá ou não acompanhar e, essa é uma outra questão...
Boa semana.
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
Dúvidas sobre relacionamentos?
Envie para sandramaia@coisasdoamor.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog.
Você pode também ler outros artigos de Sandra Maia no link - http://br.mulher.yahoo.com/blogs/amoreoutrascoisas/
Mais informações sobre a autora no www.sandramaia.com





16 Fev 2012
Aprendi que o amor não se explica. Ou amamos o amor, ou deixamos de vivê-lo. Pois não existe o ser perfeito, isto é uma ilusão. Acabei de desistir de um site de relacionamento por estar absolutamente assustado pelo nível de exigência das mulheres na busca por um novo amor, muitas delas com filhos e com idade avançada. As pessoas fingem que se esquecem que não há o ser amado perfeito, seja este homem ou mulher. No entanto, são os fatores subjetivos que nos mantêm ligados uns aos outros. Ouvimos sempre as pessoas reclamarem que o outro não os ouve, que não faz o que se espera dele, que ele não segue os conselhos que são dados, que ele não se preocupa com a pessoa amada ou com o sucesso do relacionamento. Todavia, as pessoas se mantêm juntas por motvos que se provam inexplicáveis, até mesmo irracionais, como o cheirinho, o olhar, o sorriso, o jeito de andar, o sabor da macarronada que um faz, o grau de agitação do outro, a cor dos olhos, a beleza exterior, a rede de relacionamento, a emoção que faz o outro sentir quando chega perto, a emoção do primeiro encontro etc. Enfim, fica a mensagem de que se o amor fosse algo perfeito, ou aperfeiçoável, ou consertável, até mesmo a colunista Sandra Maia e os demais autores de livros e sites de relacionamento não existiriam. Hehe, descobri a duras penas que prefiro viver o amor e os relacionamentos a ter que entendê-los. Para se ter uma ideia, basta alguém jogar as palavras “dating” (namoro) ou “relationship” (relacionamento) no site da Amazon para perceber a enorme quantidade de livros sobre aqueles assuntos, com diferentes teses que se contradizem. Há mais livros daqueles assuntos que de Psicologia, Finanças etc. O que prova que o amor e os relacionamentos são para serem vividos e não entendidos. Pronto, falei!
16 Fev 2012
Que “palavras têm força criadora”, ISSO É UM FATO !
Que a “palavra solta (dita), bem assim o tiro e a flecha disparados são inalcançáveis”, TAMBÉM TEMOS CERTEZA !
Até porque, o SUPER-HOMEM, O FLASH, A MULHER-MARAVILHA, E AQUELA FELINA (HÍBRIDA, “MEIO-GATA, MEIO-MULHER”, DA SÉRIE ANIMADA ´Thundercats´); NÃO EXISTEM !
Não há, VERDADEIRAMENTE, como “engolir” O QUE JÁ EXTERNAMOS, e, não raro, para, de forma proposital (quando não CALCULADA, ATÉ), para ferir, magoar, incomodar, fazer sofrer aqueles que nos cercam.
Penso que existem, de fato, incompatibilidades.
Ocorre que A MAIORIA DELAS TÊM ORIGEM “naquilo que antes nos atraía no outro”, vale dizer: – O QUE NOS UNIU ONTEM, IRÁ, FATALMENTE, NO SEPARAR AMANHÔ !
Quando sequer nos ouvimos mais ( não nos dignamos a prestar a mínima atenção na avalanche de impropérios que dirigimos ao outro, ou, ainda, na inutilidade dos pedidos que fazemos, EXATAMENTE PARA NÃO SEREM SEQUER CONSIDERADOS – menos ainda atendidos ) ao nos dirigirmos ao outro, acredito que “ESTÁ TUDO ACABADO MESMO” !!!
É precipitação dizer isso ???
NÃO CREIO.
Quando eu disse que “o que uniu ontem, nos separou hoje”, é porque, “lá na origem” da parceria; O INTROVERTIDO SE ENCANTOU PELA EXTROVERTIDA, exatamente por ficar “maravilhado” com a eloquência da primeira, e ela, “seduzida” pela admiração que causava…. CASOU-SE COM O INTROVERTIDO,
MESMO SABENDO QUE ERAM, “incompatíveis” !!!
“Lá na origem” da parceria; “O CEREBRAL E ECONÔMICO”, encantado com o “desprendimento das coisas materiais” por parte de uma “gastadora”, rendeu-se aos arroubos de “desse mundo a gente só leva a vida que a gente leva”, E CASOU-SE COM UMA ESBANJADORA, mesmo sabendo que, invariavelmente, os “furos no orçamento acabariam com o casamento” (A RIMA INFAME FOI PROPOSITAL) !!!
Ela não ouvi-lo, e você não ouvi-la, VIERAM “DE MUITO ANTES” …
Eles, NÓS, Eu, Você… É QUE NÃO PERCEBEMOS !!!
BOA SEMANA A TODOS NÓS, idem.
18 Fev 2012
É Sandra, há muitos casais assim. Eu mesma confesso que vivo tentando mudar o jeito do meu namorado. Torná-lo o meu modelo de perfeição. Mas como posso exigir isso se eu não sou perfeita? Adorei o texto, foi um ótimo convite para reflexão.
18 Fev 2012
Verdade querida Sandra, aas vezes não conseguimos perceber que o relacionamento tem alguns momentos em que estamos deixando escapar o bom senso e a razão nem sempre acontece.
Mais uma vez, obrigada por esses cutucões, rsssassim a gente acorrda para o outro também, super beijo e um lindo fim de semana prolongado com muita paz.
Nicinha
24 Fev 2012
PARABÉNS PELO BLOG! SEM COMENTÁRIOS!!!D++++
24 Fev 2012
Que post sensacional e realista. Tem vários casais vivendo esse dilema. Eu penso assim quando uma pessoa é ranzinza, não sabe perdoar e compreender o seu amor, só faz prejudicar a relação afetiva e tudo poderá se acabar drasticamente. Só tem uma saída para que um grande amor aconteça: é a pessoa amar, compreender, perdoar, tratar o outro com carinho e atenção, etc, etc.
08 Mar 2012
adorei seu comentário Jorge, pq realmente o amor deve ser vivido e não entendido.rsrrss