24Jan/123

Na dúvida, lute por você!

Fico aqui com meus botões tentando compreender porque tanta autoestima baixa, porque há problemas nos relacionamentos, porque tanta tristeza. E cheguei àseguinte conclusão: Estamos cansados. Cansados de não lutar pelo que acreditamos. Cansados de não lutar por nossos sonhos. Cansados de não lutar pelo que é nosso. Estamos cansados, principalmente, por centrar nossos esforços em tudo o que é externo. Em tudo o que não temos. Em tudo o que não é nosso.

Estamos, por fim, exaustos, distantes de casa, distantes do centro, distante de nós.

Parece simples, mas não é.

Deixamo-nos levar pelo brilho do outro, do meio, deixamo-nos levar para longe do equilíbrio e da fonte maior de energia que já é nossa e está dentro. E,em vez de lutar pelos nossos sonhos, nossos planos, nossa vida, estamos fazendo exatamente o contrário. Lutando pelo sonho de outros.

Como assim?

Pois é, quando não conseguimos sonhar, nos esmeramos em sonhar o sonho dos outros. Ou seja, tudo o que não é nosso. Tudo o que é de fora. E o impacto dessa escolha no ser é imenso. Não crescemos. Não nos desenvolvemos. Não nos energizamos, ao contrário, drenamos nossa energia para cada vez mais distante do SER.

O.k.! Até aqui entendido. Vamos então mais fundo...

Vamos imaginar o ser humano como um ser em camadas – física, mental, emocional, espiritual, transcendental. Como você acha que seria um ser humano que tivesse desenvolvido somente a parte corporal e mental e deixado de lado o emocional e o espiritual? Pararia em pé?

Então. Parar de pé para, mas, na primeira sensação de rejeição, impotência, perda etc., FIM!

Não aguentamos. E esse é o caso de muitos de nós. Ora com uma das camadas superdesenvolvidas e outras não, ora com todas as camadas mais ou menos desenvolvidas. Ora abertos para crescer, ora fechados para balanço. E, então, não nos relacionamos. Ou nos relacionamos de forma não saudável. Distorcemos o que é amar, não aprendemos a dar nem a receber. Não sabemos quem somos. Não compreendemos o outro...

Quando rompemosum relacionamento, morremos. Não temos estrutura para levantar a cabeça, seguir e, por que não, com o tempo, nos abrir para outras possibilidades.

Falta centro. Falta amor próprio. Falta autoconhecimento para saber onde estamos e até aonde podemos chegar.

Por isso, fica aqui o convite:“Trabalhe para saber quem é você, e onde está em cada esfera do conhecimento. Depois, mais centrado, retomar a vida será muito mais possível. Você verá que sonhar o seu sonho, viver a sua vida, cuidar do seu Ser fará todo o sentido”.

É a partir daqui que podemos compartilhar o aprendizado e incluir outro Ser na nossa vida. É a partir daqui que começamos a viver plenamente.

Então,acorde e lute por tudo o que acredita e deixou de lado!Acenda a luz! Encontre forças para retomar o sonho e siga em frente, lembrando que possuiluz própria, energia, corpo, mente, emoções e espírito.

Fácil?

Não, meus caros. Não há atalhos. Não há caminho fácil. Há, sim, o que precisamos fazer para despertar para a vida. Para nossa missão. Para o amor que já trazemos dentro e é nosso.

Depois disso, ou melhor, é a partir desse caminhar que começaremos a trazer para nossa vida outros seres também caminhantes. Também sonhadores. Também cientes de que tudo, tudo na vida é parte de um eterno aprender.

Boa semana.

Comentários (3) Trackbacks (0)
  1. Estava precisando ler isso para tentar começar a sacudir a poeira da minha existência. Irei tentar, é uma dívida comigo mesmo.

  2. Gostei da mensagem. Tinha uma namorada que não deu certo e eu acabei o namoro. Fiquei triste e refletindo sobre a vida. Mas quero encontrar alguém que dê certo comigo para iniciarmos uma linda história de amor. Também acredito que para sermos felizes no amor precisamos nos amarmos, nos aceitarmos, sermos coerentes, carinhosos, meigos e principalmente sinceros. O amor é o que há de mais gostoso e bonito no mundo.

  3. Doutora, como fazer então para desenvolver nosso autoconhecimento, nossa camada espiritual e mental, autoestima? Quais são as atitudes que devemos desenvolver na prática?Já passei tantas vezes por esse problema de desmoronar e até hoje com quase 35 anos, confesso que ainda me sinto perdida…


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