Esse Blog abraçou a “Casa que o amor construiu” por Sandra Maia
Por Sandra Maia
O COISAS DO AMOR é o mais novo parceiro virtual da Casa Ronald McDonald RJ
A Casa Ronald McDonald-RJ acaba de ampliar seus horizontes no mundo virtual. A instituição, que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Rio, começou uma nova campanha na internet. Após ter lançado uma Fan Page no Facebook, e revitalizado o Twitter, a CRM lançou uma ação junto aos principais blogueiros do país. O mote da campanha online será uma extensão do slogan tradicional: “A Casa que o amor construiu... a Internet abraçou!”. E a expectativa é conseguir conquistar, logo nos primeiros meses, ganhar cerca 1 milhão e meio de visualizações em blogs e sites desses novos parceiros.
A agência CMI, especializada em marketing digital, ficará responsável pela campanha, e começou o trabalho fazendo uma listagem dos maiores blogs do Estado do Rio, e mais influentes do Brasil. E o COISAS DO AMOR foi um dos selecionados.
Sendo assim, aproveitamos a oportunidade para passar para nossos leitores, que a partir de hoje, abraçaremos a CRM-RJ. Nosso espaço ganhará o selo de “Blogueiro Responsável” da Casa Ronald McDonald RJ, e convidamos a todos para também abraçarem a casa.
Apoie a casa seguindo e adicionando as redes da CRM:
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Responsabilidade Social – Esse Blog abraçou a CRM-RJ - Blogueiro Responsável
Os Descendentes. EUA. 2011 por Sandra Maia
Por Sandra Maia
Os Descendentes, o filme, estreou esta semana. Como, um dos indicados ao Oscar, vale assistir. Vale também se você conhece ou vive uma história na qual um dos parceiros acha que a viver é para sempre. Por que?
Pois é, não vou falar de todo o drama mas, em Os Descendentes, o diretor Alexander Payne, deixa claro o que acontece depois. Quando o sempre: acaba... E, então, fica aqui a reflexão, mesmo para os que não assistiram ao filme. Por que será que nos deixamos levar por tudo o que não nos pertence? Por que será que preferimos economizar vida, economizar bens que sequer são nossos. Por que será que confundimos amor com posse?
Afinal, tudo ficará por aqui quando partirmos... Ou não? Será que vamos levar conosco viagens, dinheiro, jóias, carros, casas etc? Não meu caro leitor. Podemos até levar um pouco da sensação que nos provocou e, isso é tudo!
Enquanto vivermos com essa mentalidade, vamos continuar a amar coisas ao invés de seres humanos, como nós, plenos, eternos, possíveis. A escolha, como sempre, é nossa! Podemos fazer o que quisermos, podemos plantar o que quisermos. A colheita, bem, com relação a essa não há muito a fazer. Vamos ter de colher o que plantarmos... Enfim, se puder assista. Se não puder, pelo menos reflita. O que você está fazendo com seu tempo, enquanto a vida acontece?
Fique com Deus. Boa semana.
Partir sem dizer adeus, por Sandra Maia
Por Sandra Maia
Ir embora sem dizer adeus, sem esclarecer o que de fato aconteceu, sem colocar um ponto final na relação, é coisa de quem tem problema de autoestima. Primeiro, porque na cabeça dele(a) ninguém irá sentir sua falta. Depois, porque imagina-se tão insignificante que pensa: “O outro não vai nem perceber…”

Você já viveu algo assim? Conhece alguém que foi deixado para trás sem qualquer explicação? Pois é, também conheço inúmeros casos assim, e sinto pelos dois lados. Não há nada pior do que o que não foi dito.
Quando dizemos alguma coisa, o outro pode refletir, pode pensar, pode aceitar ou nos devolver. Pode achar que estamos loucos, que somos injustos, pode achar o que quiser e puder. Agora, quando simplesmente desaparecemos ou saímos da relação com aquela frase – “não dá mais”; “você é demais para mim”; “você merece algo melhor”; “não sei o que quero da minha vida”; “ainda é muito cedo – tudo foi rápido demais” etc, etc, etc…
Ficamos lá, sem chão, sem saber o que fazer, sem saber como agir. Não sabemos que “forças estranhas” foram essas que fizeram com que a relação terminasse. Nos sentimos então culpados, injustiçados, vítimas, nos sentimos abandonados…
Então, recomeçar é muito pior. Não conseguimos ter amor ou ódio. Ficamos lá no limbo – um pouco desiludidos, um pouco desestruturados, um pouco descrentes. Assim, caro leitor, o convite aqui para reflexão é: cientes disso, como vamos agir para falar o que queremos e não queremos?
Não vamos sair por aí atacando o outro. Dizendo que a relação terminou porque ele é isso ou aquilo – até porque o outro já está “por baixo”. Toda perda é uma perda e, então, o melhor mesmo é falar o que vai dentro. Falar como nos sentimos na relação. Contar para o outro o que aconteceu e o que entendemos que aconteceu.
Se pudermos então fazer isso antes da relação acabar – uau! Quem sabe quantas relações poderiam ser salvas se deixássemos o orgulho de lado para falar, colocar o que pensamos. Esta semana, por exemplo, ouvi a seguinte história de um amigo:
A namorada dele tinha um casamento para ir e enviou a ele um e-mail com o convite. O e-mail nunca chegou, segundo ele. Os dias foram passando e ele se sentindo desconvidado. Ela, crente que estava tudo certo, planejava ir com ele à festa. A questão é: durante duas semanas não tocaram no assunto…
Resultado: chegou o dia e, então, ela perguntou: “Tudo certo para hoje à noite?” A resposta? Um caminhão de abobrinhas! Ele estava indignado por não ter sido convidado, por ter sido chamado de última hora, por sentir-se desprestigiado.
Ela ficou arrasada por não ter “se ligado” que sim, poderia ter insistido, falado, confirmado dias atrás o evento…
Enfim, você conhece situações assim? Possuo uma amiga que me dizia: isso é coisa do nosso “eu inferior”. Ele gosta de confusão. Nos coloca em situações cheias de desgaste desnecessários. Uma vez, um amigo me perguntou: “Vamos tomar café da manhã juntos nesse sábado?” Eu fiquei megafeliz e disse sim! Ele então completou: “Te ligo logo que acordar!”
Eu acordo muito cedo. Às 7h já havia feito minha caminhada e estava retornando para casa. E, então, 8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h e nada! Liguei para ele, chateada… “E, então, esqueceu-se de mim!?” Ele, com voz de sono, do outro lado dizia: “Não! Acordei agora! Que horas são!?”
Daria para evitar o desgaste? Daria para combinar direito? Bastava uma pergunta: “A que horas você acorda normalmente?” Bastava cuidado, atenção, bastava um pouco de empatia. Pois é, quando deixamos essas questões de lado descuidamos da nossa comunicação e, por conseqüência, das nossas relações.
Saímos de cena e deixamos acontecer. Depois? Problemas!!! Fica, por isso, o convite para refletir: até que ponto você é claro e objetivo? Até que ponto seu sim é sim e seu não é não?
Escolhas, sempre escolhas.
Texto publicado em 2010, no YAHOO!BRASIL, Colunistas.
Na dúvida, lute por você!
Por Sandra Maia
Fico aqui com meus botões tentando compreender porque tanta autoestima baixa, porque há problemas nos relacionamentos, porque tanta tristeza. E cheguei àseguinte conclusão: Estamos cansados. Cansados de não lutar pelo que acreditamos. Cansados de não lutar por nossos sonhos. Cansados de não lutar pelo que é nosso. Estamos cansados, principalmente, por centrar nossos esforços em tudo o que é externo. Em tudo o que não temos. Em tudo o que não é nosso.
Estamos, por fim, exaustos, distantes de casa, distantes do centro, distante de nós.
Parece simples, mas não é.
Deixamo-nos levar pelo brilho do outro, do meio, deixamo-nos levar para longe do equilíbrio e da fonte maior de energia que já é nossa e está dentro. E,em vez de lutar pelos nossos sonhos, nossos planos, nossa vida, estamos fazendo exatamente o contrário. Lutando pelo sonho de outros.
Como assim?
Pois é, quando não conseguimos sonhar, nos esmeramos em sonhar o sonho dos outros. Ou seja, tudo o que não é nosso. Tudo o que é de fora. E o impacto dessa escolha no ser é imenso. Não crescemos. Não nos desenvolvemos. Não nos energizamos, ao contrário, drenamos nossa energia para cada vez mais distante do SER.
O.k.! Até aqui entendido. Vamos então mais fundo...
Vamos imaginar o ser humano como um ser em camadas – física, mental, emocional, espiritual, transcendental. Como você acha que seria um ser humano que tivesse desenvolvido somente a parte corporal e mental e deixado de lado o emocional e o espiritual? Pararia em pé?
Então. Parar de pé para, mas, na primeira sensação de rejeição, impotência, perda etc., FIM!
Não aguentamos. E esse é o caso de muitos de nós. Ora com uma das camadas superdesenvolvidas e outras não, ora com todas as camadas mais ou menos desenvolvidas. Ora abertos para crescer, ora fechados para balanço. E, então, não nos relacionamos. Ou nos relacionamos de forma não saudável. Distorcemos o que é amar, não aprendemos a dar nem a receber. Não sabemos quem somos. Não compreendemos o outro...
Quando rompemosum relacionamento, morremos. Não temos estrutura para levantar a cabeça, seguir e, por que não, com o tempo, nos abrir para outras possibilidades.
Falta centro. Falta amor próprio. Falta autoconhecimento para saber onde estamos e até aonde podemos chegar.
Por isso, fica aqui o convite:“Trabalhe para saber quem é você, e onde está em cada esfera do conhecimento. Depois, mais centrado, retomar a vida será muito mais possível. Você verá que sonhar o seu sonho, viver a sua vida, cuidar do seu Ser fará todo o sentido”.
É a partir daqui que podemos compartilhar o aprendizado e incluir outro Ser na nossa vida. É a partir daqui que começamos a viver plenamente.
Então,acorde e lute por tudo o que acredita e deixou de lado!Acenda a luz! Encontre forças para retomar o sonho e siga em frente, lembrando que possuiluz própria, energia, corpo, mente, emoções e espírito.
Fácil?
Não, meus caros. Não há atalhos. Não há caminho fácil. Há, sim, o que precisamos fazer para despertar para a vida. Para nossa missão. Para o amor que já trazemos dentro e é nosso.
Depois disso, ou melhor, é a partir desse caminhar que começaremos a trazer para nossa vida outros seres também caminhantes. Também sonhadores. Também cientes de que tudo, tudo na vida é parte de um eterno aprender.
Boa semana.
Ame e faça o que quiser, Santo Agostinho.
Por Sandra Maia
O tema Amor é retratado por quase todos os filosofos gregos. É, no entanto em Platão que encontramos a sua mais bela descrição. Em "O banquete", Platão e seus convidados nos brindam com 7 discursos sucessivos sobre o amor, dos quais se destacam dois.
O paradoxo maior está entre os discursos de Aristofanes que traz o amor sonhado, idealizado e, Sócrates, que apresenta o amor condenado à carência, à incompletude, ao sofrimento e a infelicidade.
Ilusão e Desilusão. E, é sobre esse tema o nosso post de hoje. A única forma de chegarmos a verdade é muitas vezes nos desiludindo. Tirando os véus que nos impedem de ver a realidade como ela é. É a partir daqui que começam as relações saudáveis e possíveis. Com base na verdade, no amor, no self.
Relacionamentos de indivíduos que são por natureza humanos, imperfeitos, com suas conquistas e derrotas, erros e acertos. Não somos afinal príncipes ou monstros, somos dos dois ao mesmo tempo aqui e agora.
Ou seja, tudo que estiver no pêndulo, encoberto pelos véus da mentira, remete-nos à ilusão. Ou seja, ao medo, ao ego, a vaidade. E, isso, não pode ser amor.
A escolha, como sempre é nossa. Podemos sempre decidir o que vai ser. O que vamos ou não incluir nas nossas vidas. Que tipo de relacionamento queremos ou não viver.
Então se for com base na ilusão - o.k. - para pouco ou nenhum diálogo. o.k. para pouco ou nenhum amadurecimento. o.k. - para uma cumplicidade fabricada e não conquistada, o.k. para uma felicidade passageira, cheia de dúvidas, medo e paixão.
Se for para ficar na verdade - tudo muda. O investimento é outro. Vamos ter de nos mostrar e saber com quem estamos. Vamos ter de nos redescobrir a cada dia e redescobrir o outro. Vamos ter de nos livrar do ilusório, do passageiro, do tudo bem e mergulhar fundo na escolha, na decisão, no compromisso.
Talvez nos machuquemos, talvez soframos, mas essa é ainda a única forma de conhecer o amor. Correr riscos. E, como diz Santo Agostinho, Ame e faça o que quiser. Toda vez que colocamos amor no que fazemos vale a pena. Então, que assim seja. Ame muito, ame demais. Ame com todo o ser. A vida, ganha novas cores.
"... Assim, pelos olhos, o amor atinge o coração:
pois os olhos são os espiões do coração.
E vão investigando
o que agradaria a este possuir.
E quando entram em pleno acordo
e, firmes, os três em um só se harmonizam,
neste instante nasce o amor perfeito, nasce
daquilo que os olhos tornaram bem-vindo ao coração.
O amor não pode nascer nem ter início senão
por esse movimento originado do pendor natural.
pela graça e comando
dos três, e do prazer deles,
nasce o amor, cuja clara esperança
Segue dando conforto aos seus amigos.
pois, como sabem todos os amantes
verdadeiros, o amor é bondade perfeita,
oriunda - ninguém duvida - do coração e dos olhos.
Os olhos o fazem florescer; o coração o amarurece:
amor, fruto da semente pelos três plantada."
Guiraut de Borneilh (1138-1200?)
Podemos aprender com os erros dos outros?
Por Sandra Maia
Pois é! Diz a máxima que não. O ser humano não aprende com os erros dos outros. Precisa viver, experimentar, incorporar para então aprender. Até aí, tudo bem. Vamos então, ouvir os erros dos outros e tentar tirar alguma lição. Podemos, desta forma, quem sabe, amenizar nossa dor.
Mas, a questão é, muitos de nós, além de não aprendermos com os erros dos outros não aprendemos com nossos próprios erros. E, posso dizer isso por experiência própria. Durante muitos anos, vivi negando os problemas, os percalços, os erros. E, o que isso quer dizer?
Quer dizer que - toda vez que escolhermos passar por cima - de um problema, fazendo de conta que não é conosco, vamos cair novamente na mesma armadilha. Você leitor deve conhecer pessoas que entram no mesmo tipo de relacionamento e, acabam sempre se "dando mal"? Ou aqueles que perdem o emprego sistematicamente, ou ainda, aqueles que de alguma forma são facilmente manipuladas por outros e, sofrem com isso, etc., etc..
É, isso é fato. Existe!
Quando não paramos, não vemos, ouvimos, ou sentimos o que estamos vivendo, deixamos de lado qualquer possibilidade de evoluir. Não aprendemos a lição, não incorporamos e, então, o universo manda-nos, novamente, uma situação similar para que, possamos por fim aprender, e seguir em frente.
Tudo é fato, remonta ao autoconhecimento. E, quanto mais cedo compreendermos isso melhor. Até por que conhecer-se demanda mais que decisão. Demanda força, coragem, compaixão e muito amor.
É um processo longo, por vezes libertador e necessário. Então, fica aqui o convite. Já que aprender com os outros é difícil, vamos pelo menos entender o quanto conseguimos aprender conosco, o quanto deixamo-nos levar pelas mesmas escolhas. Se esse índice for alto, pare, respire, e fique presente, atento para que, dessa forma, possa começar a aprender com seus erros.
Bom fim de semana.
Até!
Sandra Maia
Amor só dura em liberdade. por Maria Cristina Gonçalves
Por Sandra Maia
Amor só dura em liberdade: uma frase para resumir um sentimento tão amplo...Mas a frase é muito mais complexa do que parece, à primeira vista.
Liberdade para o amor é deixar viver, respeitar o outro, respeitar a si mesmo, respeitar os limites de cada um.
Talvez o equívoco esteja no respeito, e não em amor ou liberdade. O respeito é sempre visto como restritivo, limitante, castrador...Mas é exatamente o contrário: quem estabelece limites e respeita a si mesmo, em todas as esferas da vida, é livre, pleno.
Qual amor subserviente pode durar para sempre? Qual amor onde uma das partes ama mais ao outro que a si mesmo pode ser pleno? As pessoas entendem por amor um sentimento que tudo suporta, aceita, resiste... Eu não o vejo assim.
Amor é um sentimento que deve ser cultivado, respeitado, apreciado, conversado, observado... Eu não estou me referindo somente ao relacionamento entre amantes e sim entre humanos.
Um exemplo simples: pais e filhos. Qual cláusula desse contrato rege que a mãe deve amar sem nada exigir? Ela poderá sim amar profundamente seu filho, a ponto de lhe dar limites, noções de respeito ao próximo, ordem...
Observem as mães e pais que orientam e estabelecem limites aos seus filhos: mantém com eles uma relação mais saudável, menos interesseira, oportunista, chantageadora... A relação é mais plena, pois os dois lados sabem que é importante dar liberdade ao amor e respeito ao espaço de cada um... Estão unidos pela prazer da convivência, sabem que devem respeitar a individualidade do outro. Não avançam sinais nem gostam de ser invadidos pela contramão.
É assim também com os casais. Logo de cara, passada a fase da paixão inebriante (vamos dar esse desconto, né?) é imperioso que cada um se exponha, demonstre suas opiniões, desejos, perspectivas, projetos de vida... Se há pontos em comum e respeito às diferenças, ótimo! Vá em frente!
Se as diferenças são enormes, não acredite que o seu amor será capaz de superar tudo, de transformar água em vinho, de mudar o outro. Pode até dar certo, mas as chances são ínfimas. O mais provável é quebrar a cara ou passar a vida cobrando do outro e o responsabilizando por sua infelicidade e frustrações.
Bancar o mártir num mundo cheio de possibilidades e liberdade de expressão, além de fora de moda é jogar para o alto a chance de ser feliz. Para viver ao lado de alguém, seja pai, mãe, empregada, amiga, amante, é preciso respeito entre as partes. Só assim se alcança a sonhada liberdade.
A experiência comprova que pais permissivos ao extremo têm filhos desregrados, inseguros, agressivos. Mulheres submissas são infelizes e passam para os seus filhos visões distorcidas sobre relacionamento a dois. Patrões tiranos geram empregados improdutivos, desmotivados.
Se há uma regra a seguir, um norte, um rumo, uma orientação tudo fica mais fácil. Se encaixa na velha frase “a sua liberdade termina quando a minha começa, me respeite!”. Mesmo que num primeiro momento respeitar pareça limitante, desafiador, difícil.
Não há amor, nem convivência que resista, saudavelmente, à falta de liberdade.
Por isso, faço minha a célebre frase de Raul Seixas: “amor só dura em liberdade”.
Maria Cristina Gonçalves
Jornalista e Autora do Livro Sexualidade - Autoconhecimento e Qualidade de Vida
Editora Alaúde
Plano B, você tem um?
Por Sandra Maia
Pois é, nesta semana o convite é para o PLANO B. Você tem um? Já pensou a respeito? Isso não quer dizer não mergulhar no que está fazendo, quer dizer, sim, ter outras possibilidades, enxergar diferentes saídas, aprender a viver de outra maneira, com outras possibilidades.
Alguns filósofos afirmam que a felicidade está em ter foco. Ou seja, desenvolver uma atividade e seguir em frente por toda a vida. Isso deveria dar equilíbrio suficiente para um acadêmico ou profissional, que se tornariam mais felizes do que os demais com um amplo leque de possibilidades.
E, por isso, esse é o tema de hoje.
Não sou contra aqueles que focam em determinado tema. Tenho amigos e amigas que deram e dão uma vida aprofundando determinada questão. Acho isso lindo. Mas, e as outras possibilidades? E as outras oportunidades? E os demais que escolheram conhecer diferentes atividades, diferentes culturas, diferentes áreas?
Como é fácil, por exemplo, para uma pessoa mudar quando está acostumada a transformações. Como é difícil para uma pessoa mudar quando não está acostumada a fazê-lo...
Imagine numa relação a dois a incompatibilidade que isso causaria se um fosse totalmente aberto e desfocado, o que quer dizer desapegado, e o outro totalmente fechado e focado, muitas vezes apegado a uma ideia, um projeto de vida.
Pode mesmo, aparentemente, ser fácil lidar com tudo isso, mas não é. Principalmente no relacionamento, quando o que mais precisamos é de suporte para poder fazer a transição sem complicação.
Até porque, no dia a dia, ambos tendem a se frustrar, a menos que consigam compreender que são diferentes e ponto!
Entender as diferenças é passo fundamental para quem quer desenvolver ou apoiar seu companheiro na execução de um PLANO B. Sim! Entender que somos diferentes e que esse planejamento, como que um escape, deve ser moldado ao nosso jeito de pensar e agir, no nosso ritmo é essencial
Logo, quero crer que é muito mais fácil para quem está aberto e já experimentou diferentes oportunidades profissionais traçar um plano B do que para outro que nunca, nem em sonho, se viu atuando em outra área.
Enfim, para um ou outro, fácil ou difícil, a questão é: na vida aprendemos pela dor ou pelo amor. E, se é assim, se vamos ter de aprender para crescer, amadurecer, evoluir, que seja então pelo amor.
Por isso, fica aqui o convite para que, à medida do possível, você possa se abrir e convidar o outro a também se abrir para outros estilos, outras possibilidades de vida, outras atividades profissionais.
Quanto mais o tempo passa, mais vejo amigos abrindo mão do que fazem para mudar de escolha e, finalmente, fazer o que gostam. Isso é possível? É mesmo desafiador abrir mão do que fazemos e recomeçar a vida, mas posso lhes afirmar: é recompensador!
Tudo no entorno muda, isso é fato! Tudo no entorno se transforma. As relações ganham novas cores, e nesse movimentar tornam-se mais possíveis.
E você leitor tem, ou melhor, já pensou no seu PLANO B? Já pensou o que vai ser quando decidir mudar de vida, de profissão, de carreira? O que será?
Boa semana!
Ah o amor! O Dom Supremo.
Por Sandra Maia
Para quem ainda não leu O DOM SUPREMO de Henry Drummond, há uma boa adaptação de Paulo Coelho pela Editora Rocco, que recomendo.
O autor, vai direto ao ponto e, coloca o AMOR em seu devido lugar. Acima de todas as coisas. E, como afirma, Henry Drummond, "É melhor não viver que não amar". Talvez por isso, fica aqui a dica e o convite para que leiam nas entrelinhas o que o autor nos convida a refletir. Pois quando há amor, não é necessário mais nada. Quando conseguimos colocar o amor em tudo o que fazemos, tudo, tudo na vida se transforma, o coração se aquieta, a alma, alimentada, se tranquiliza...
Drummond abre o livro citando a Primeira Epístola de Paulo Apóstolo aos Coríntios, 13. Veja abaixo, é perfeito.
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
DRUMMOND, Henry. O Dom Supremo. Adaptação de Paulo Coelho. Rio de Janeiro. Editora Rocco. 2003.
Sherlock Holmes, O Jogo de Sombras. EUA. 2011
Por Sandra Maia
Se você gosta de aventura esse é o filme. Sherlock Holmes com Robert Downey Jr e, Dr. Watson com Jude Law é imperdível. Eletrizante, bem humorado, consistente o filme começa com Holmes a caça de um supervilão e se desenrola com cenas alucinantes.
E, mais do que ver o filme, leia na edição de Veja desta semana (Edição 2252, ano 45, no 3, 18 de junho de 2012), Entrevista de Downey Jr. nas páginas amarelas. "Só o sucesso nada resolve." por Isabela Boscov. É verdadeiramente uma lição de vida e superação. Uma lição de amor.
Downewy fala como ex-dependente crônico de drogas pesadas e de sua recuperação. Para ele "Estar saudável é infinitamente mais produtivo do que não estar. Mas o sucesso não conserta nada. Só seguir adiante o faz."
Acredito, diz ele, que cada indivíduo faz sua propria realidade, ou não haveria pessoas que têm tudo e são miseravelmente infelizes, e outras que nada têm e vivem satsifeitas.
"... a vigilância é um princípio crucial da saúde, mas não pode ser o único. Imagine uma pessoa que viveu um relacionamento abusivo; ela não pode, ao conhecer um novo parceiro, levantar todo o histórico dele e ficar em alerta para qualquer sinal de que o velho padrão possa vir a se repetir. Se você não quer se apavorar, não deve se fixar em pensamentos apavorantes. Deve pensar é num bem maior. Ou seja, se você não quer passar por um divórcio amargo, por exemplo, pare de trair sua mulher. Em outras palavras: se você não quer deparar de novo com um velho resultado catastrófico, não tome aquela velha decisão ruim."




