Para Ler a Dois
Por Sandra Maia
Para ler a dois é a nova coluna do COISAS DO AMOR. Ela é dirigida a todos os casais que têm, como prioridade, uma relação mais saudável e feliz. Aqui, você vai encontrar, toda semana, artigos, comentários, histórias, testes e outros para ler com seu companheiro (a). O objetivo? Melhorar sua comunicação, seu relacionamento, sua vida a dois.
Venha, sinta-se à vontade. Leia e comente. Envie-nos sua história. Ela poderá ser comentada aqui no Blog.
Tema da Semana: EU E O OUTRO: DOIS!
O que faz ser quem somos?! Por que agimos assim ou assado? Quando incomodamos o outro, fazemos de propósito? Quem somos nós, afinal? Por que agimos como agimos? É fácil mudar? Podemos nos moldar ao estilo de vida do outro?
Então, o tema da semana é mesmo abrangente e, como sempre, reflexivo. É preciso que fique claro que só podemos amar no outro aquilo que já amamos em nós. É preciso compreender que somos dois. Distintos, separados e unidos ao mesmo tempo.
O convite? Bem, o convite é tentar aos poucos, desvendar essas diferenças e crenças... O convite é para que vocês possam colocar na mesa, o seguinte: em uma folha em branco, vamos fazer duas colunas para completar com três pontos positivos, três pontos a melhorar, com relação ao outro e o relacionamento. Terminado o trabalho, vamos nos sentar de frente um para o outro, trocar as folhas já preenchidas e ler em voz alta o que o companheiro escreveu.
Depois disso, vamos buscar soluções possíveis para essas questões, a partir de um diálogo franco e honesto. Um diálogo amoroso e com toda a compaixão do mundo. Um diálogo de duas pessoas que se amam, se respeitam, se cuidam, se comprometem a fazer dessa relação a melhor. A fazer de si mesmo, o melhor.
COLUNA 1
Eu me sinto triste quando você ....
Eu não gostaria que você continuasse a ...
Eu não sei como lidar com ...
COLUNA 2
Você me fez muito feliz naquele dia ...
Adoro quando você ...
Eu amo a maneira como você ...
Antes de começar o exercício, gostaria que lessem com cuidado o que vem abaixo
É importante salientar que chegamos até aqui, agora, nessa relação com o que temos de bom e ruim. Com o que temos de admirável e detestável. Somos assim. Humanos, imperfeitos, complicados, amáveis, insubstituíveis, únicos.
Chegamos até aqui, com toda nossa dificuldade em ouvir, dar e receber. Chegamos até aqui com todas as limitações possíveis e, somente com uma coisa em comum – um amor maior que o mundo.
A questão é que com a convivência e a proximidade, aos poucos, esse encantamento deu lugar a uma realidade para a qual não estávamos prontos. Aliás, ninguém, ninguém está pronto para a vida a dois. Ela, de fato, é construída ao longo de anos de convívio... Então, se conseguirmos melhorar nossa comunicação, as chances de melhorar nossa relação serão enormes.
Por isso, vamos começar devagar... Toda semana, uma ideia nova de como abrir o diálogo, abrir o coração, apaixonar-se de novo por seu companheiro (a). Por que não?
Boa semana!
Responda as enquetes aqui no Coisas do Amor
Por Sandra Maia
Todo mês tem uma enquete diferente aqui no COISAS DO AMOR.
Os resultados? Comento com você leitor, aqui no blog.
Em outubro, perguntamos ao leitor, sobre sites de traição e, os resultados são os que seguem:
75% são contra, 10% favoráveis e, 14% ainda não possuem uma opinião formada sobre o tema.
É, meu caro leitor, essa é uma questão a ser respondida todos os dias. Até porque, comprometer-se com um outro é uma escolha diária - pelo amor, pela aliança, por respeito, renuncia, cuidado, responsabilidade, afeto etc, etc... A traição vai de encontro a tudo isso e, nesse sentido, machuca, faz mal.
Escolhas, sempre escolhas.
Doce amor…
Por Sandra Maia
Como é gostoso estar em uma relação de amor onde dois interagem de forma apaixonada, delicada e cheia de gentileza e respeito. Como é bom amar e ser amada. Como é bom experimentar essa certeza de que – sim –, aconteça o que acontecer, o outro estará lá para nós! Melhor ainda é ver casais jovens ou mais velhos vivendo essa experiência.
Sabe aquela coisa do olho no olho!? Aquele abraço que não quer desgrudar, aquelas conversas que alimentam a alma, o ser, aquela relação que mantemos porque é bom!? Porque escolhemos! Porque queremos!
E, se acontece nos romances, no cinema, nas telenovelas, acontece também na vida. E entendo que a maneira de começar uma relação faz toda a diferença. Se temos urgência, temos pressa, queremos esquecer um outro qualquer, queremos resolver nossos problemas, seja de que ordem for, talvez não tenhamos sucesso a longo prazo…
Esquecemos a parte boa. Vamos logo para o “finalmente” e deixamos de prestar atenção em nós, no outro, no ser. Começamos, nesse contexto, com uma troca de interesses que nem sempre tem como base o amar, o entregar-se de corpo e alma, o escolher uma parceria para uma vida. Está mais para ficar ou, ainda, dar e cobrar o receber na mesma moeda, da mesma maneira – o que nem sempre é possível.
Mas vamos voltar ao encantamento… As relações que dão certo! O que quero crer é que muitas dessas relações cheias de um amor quase incondicional demandam um tempo para se concretizar. Um casamento não é construído do dia para a noite. Uma relação de amor tão pouco.
É preciso que estejamos inteiros. É preciso que o outro esteja inteiro. É preciso que haja uma decisão diária. Depois, há que usar e abusar da sedução, do despertar no outro tudo o que queremos que este perceba em nós. Seja pelo andar, pelo falar, por tudo o que emanamos e que nos retrata. E, para que isso seja possível a auto-estima tem de estar no lugar. A auto-confiança idem.
Precisamos estar plenos para, então, encantar um outro também pleno. Vale compreender que, enquanto seduzimos, precisamos deixar para o outro uma brecha, um espaço para que se sinta à frente da conquista. Sim! Assim como gostamos e queremos ser conquistadas, está na essência do masculino essa característica.
E, então, se seduzir demanda não mostrar tudo de uma só vez, é mais leve, mais estratégico, conquistar é como ir a uma batalha. Está tudo às claras, todas as armas são declaradas, toda a força é permitida…
Vale aqui uma reflexão. Será que começamos nossas relações com a calma necessária para que a entrega seja um acontecimento? Será que nos damos esse tempo? Será que olhamos para dentro, entendemos o que estamos sentindo com tempo para também observar o outro?!
Será que se fizéssemos diferente teríamos mais êxito? Mais sucesso em nossas possibilidades?
Faça uma reflexão comigo. Será que a estratégia de Steve Jobs da Apple para o iPhone teria tanto sucesso se este fosse vendido por aí, à baciada? Será que o iPad teria o sucesso que tem se fosse encontrado em qualquer esquina por qualquer preço!? Será que se a embalagem não fosse absolutamente perfeita e clássica, o produto seria assim tão desejado!?
Pois é! No marketing fica fácil compreender que despertar o desejo faz parte do processo de construção de marcas fortes. Na vida pessoal entendo não ser muito diferente. E, então, qual vai ser a sua escolha?! Na próxima saída, será que dá para pegar leve?! Dá para ir devagarinho meio que pisando em ovos até se ter a certeza do passo a tomar!? Por que o desespero? Por que a pressa?
Será que, para dar certo, não vale investir em tempo!? Bem, fica aqui o convite. Me manda sua história – foi assim, arrebatadora, ou construída aos poucos? Teve sucesso ou se transformou num problema? Fazer escolhas nem sempre é fácil. Demanda força, disciplina, estratégia e, acima de tudo, a compreensão de onde estamos e para onde queremos ir. Então, saber quem vamos querer que nos acompanhe fica mais fácil.
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
Dúvidas sobre relacionamentos? Envie para sandramaia@coisasdoamor.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog.
Você pode também ler outros artigos de Sandra Maia no link - http://br.mulher.yahoo.com/blogs/amoreoutrascoisas/
Mais informações sobre a autora no www.sandramaia.com
Qual a forma mais inusitada de dizer EU TE AMO? Participe e ganhe um livro!
Por Sandra Maia
Se você pudesse surpreender seu parceiro com um EU TE AMO de forma diferente o que faria?
Qual a sua idéia? Qual a sua proposta?

Envie-nos sua história até o próximo dia 10 de dezembro. As cinco melhores formas de dizer EU TE AMO, serão publicadas em destaque no blog e, seus autores, ganham um exemplar do livro VOCÊ ESTÁ DISPONÍVEL DE SANDRA MAIA.
PROMOÇÃO PRORROGADA ATÉ 30 DE MARÇO DE 2012.
AS TRES MELHORES FRASES SERÃO POSTADAS NO BLOG E, OS VENCEDORES ANUNCIADOS AQUI NESTE ESPAÇO NO DIA 2 DE ABRIL.
Participe!!!
http://www.coisasdoamor.com.br
Por que meus namoros não duram?!
Por Sandra Maia
O que fazemos de errado para afastar o outro quando só o que queremos é manter a relação?
Então, talvez seja esse o problema. Queremos tanto manter o outro que fazemos qualquer coisa. Então, mesmo que nosso discurso não seja claro, a energia que passamos para o outro, do tipo - tenha pena de mim, minha vida é tão melhor com você, minha expectativa é que possamos nos casar e ter filhos - o quanto antes melhor, te amo demais, não vivo sem você, você é minha razão de existir, etc., etc.. Isso tudo, imediatamente após tê-lo conhecido, o desespera.
Afinal, quem não teria medo de se envolver em uma relação com potencial para ser algo como ATRAÇÃO FATAL?
Eu teria!
Outra questão, afirma a Dra. LiYana Silver, uma expert no assunto, é começar a relação e rapidamente tentar moldar o outro com nosso "jetião". E para tanto dar indiretas, usar de ironia, ser hipócrita, mandar e a todo o tempo, controlar, demonstrar que sabemos o que é melhor, etc..
Qual então a sugestão? Podemos começar por deixar de ser arrogantes. Podemos nos divertir com o outro, com a relação, conosco. Podemos deixar tudo mais leve e solto.
Podemos parar de "viajar" pensando - esse é o melhor, o homem da minha vida, meu príncipe encantado.
Podemos sempre, deixar de idealizar e ficar presentes, atentos. Não nos colocarmos numa posição inferior nem superior ao outro. Não fazer dele um super herói - ele é maravilhoso, lindo, leal, fiel, trabalhador, resolvido, organizado, perfumado, está sempre na moda, é tudo, um Deus na terra... Nem mesmo um monstro - ele é um sapo, ele é chato, ele é grudento, ele vive cansado, não decide nada... Não. Nem céu, nem terra.
Acredite ele é imperfeito como você! Todos podemos um dia pode escorregar... Então, menos, sempre menos. Quanto ao discurso, sugerir ao invés de mandar. Pedir ao invés de impor. Descobrir coisas juntos, namorar, caminhar de mãos dadas, rir de tudo e nada, pode ser bem melhor!
A vida, a relação tudo ficará mais possível e pleno em prazer e alegria. Talvez então, as relações perdurem... A base?
A VERDADE, O AMOR, O SELF.
Nada, além disso, faz bem.
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
Dúvidas sobre relacionamentos? Envie para sandramaia@coisasdoamor.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog.
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Mais informações sobre a autora no www.sandramaia.com
Cartas para Julieta…
Por Sandra Maia
Quem ainda não assistiu, assista.
É delicioso, romântico, divertido, dramático, tudo ao mesmo tempo. Doce, ingênuo, adorável...
Veja abaixo trecho da carta publicada no blog http://frasesedialogosdefilmes.blogspot.com/
"E" e "Se" são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloque-as juntas lado a lado, e elas tem o poder de assombra-lá pelo resto da sua vida. "E se".. E se? E se?
Não sei como sua história acabou. Mas sei o que você sentia na época era amor verdadeiro então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, porque não o seria agora? Voce só precisa ter coragem para seguir seu coração. Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos. Mas gosto de pensar que, se um dia sentisse, eu teria coragem de agarra-lo. E Claire se voce não o fez, espero que um dia faça.
Com todo meu amor.
Julieta.
Ele não me ouve!
Por Sandra Maia
Há momentos na relação em que um deixa de ouvir o outro, ou pior, ambos não se ouvem mais. E por que isso acontece?
Muitas vezes, deixamos também de nos ouvir, ligamos o piloto automático. Repetimos e repetimos as mesmas queixas, as mesmas solicitações, sem nos darmos conta de como estamos “chatos”.
De fato, é impossível mudar o outro. É quase impossível mudar a nós mesmos! Por que, então, continuamos iludidos de que vamos fazer o outro dançar a nossa música?
Doce ilusão. Ele não vai! E, então, toda a vez que abrirmos a boca com a mesma crítica, a mesma mensagem, a mesma “ladainha”, o outro desliga.
E, o que acontece conosco, quando não nos ouvimos mais? Segundo o autor James Hillman em Tipos de Poder, quando paramos de nos ouvir, nossas palavras tornam-se primitivas, físicas e sem sentido, sem emoção. “Sem atenção para as palavras, a pessoa se torna dumbnos dois sentidos desse termo da língua inglesa: emudecida e imbecilizada. Essa “mudez”... se traduz nas cegas e grosseiras exibições de poder chamadas de brutalidade policial...”
Por isso, em alguns casos, só mesmo a terapia ou psicanálise. Como Freud denominou, a psicanálise era conhecida, como a “cura pela fala”, então, talvez esse seja um bom convite para a semana. Que tal começar a prestar atenção no que fala?
Que tal pensar em dar atenção a si mesmo e ao outro? Que tal, parar de pensar que você está certo e o outro errado? Que tal, pensar na palavra como algo sagrado?
O poder da palavra é absurdo, como já afirmavam os estudiosos da Kabala. Então, por que nãorespirar antes de sair por aí falando ou afirmando qualquer coisa? Exigindo do outro o que não conseguimos em nós.
Você quer alguns exemplos, vamos a eles.
Você conhece aquele casal em que o marido reclama que a esposa gasta muito, enquanto ele é super econômico? Ou, então, aquele outro que o marido é mega metrossexual e a mulher mais casual, mais descontraída? Você conhece algum casal em que um dança, canta, conta piadas e o outro é introspectivo, calado, na dele?
É, você deve conhecer. Eu pelo menos conheço vários. São diferentes um do outro. Até aí, tudo bem. A questão é – querem, a todo o custo, que o outro mude. Querem que pare de gastar, que pare de ser introspectivo, que parem de economizar, que parem de dançar, cantar, emburrar, se divertir... E, aí problema!
A relação não sai do lugar. Não há espaço para crescimento. Não há espaço para cumplicidade, nada! Só para dois TEIMOSOS – cada um puxando a corda para o seu lado.
Se você conhece alguém nessa situação, convide-o a refletir. A parar de reclamar da relação, da parceira, dos problemas.
Nesses casos, a única coisa a fazer, é mudar. Tentar mudar a si mesmo. Encontrar um ponto de equilíbrio. O outro poderá ou não acompanhar e, essa é uma outra questão...
Boa semana.
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
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Valentines Day, Dia dos Namorados!
Por Sandra Maia
Hoje, dia 14, comemora-se o Dia dos Namorados em muitos países. A data foi instituída em homenagem a São Valentim e, já no final da Idade Média, associada ao amor romântico. Vinculada às celebrações em honra a Juno, Deusa da mulher e do matrimônio e, de Pan, Deus da Natureza, já era realidade na Roma antiga. Há ainda, diferentes versões que associam a data a união dos namorados, ao primeiro dia de acasalamento dos passáros etc. História a parte, no nosso tempo, Dia dos Namorados, fatalmente ressalta o namoro o amor romântico. O amor que é avassalador, está mais próximo da paixão, do apaixonar-se do que da amizade.
O namoro faz história e, está conectado a inspirar amor, cortejar, desejar, construir, conhecer, compartilhar... É tão bonito, que é quase poesia. Namorar demanda afinal dois. Dois que estão livres para, ao encontrar-se, experimentar tudo novo. Tudo junto, tudo.
É no namoro que olhamos o outro como algo inclassificável. Ele é absolutamente perfeito quando estamos apaixonados. É no namoro que ficamos "bobos" escrevemos cartas - agora emails, e sms... - ridículos. Expomos o que vai dentro, enloquecemos. Rimos sozinhos, damos demonstrações de afeto a todo o momento e, em qualquer lugar; e, por um período, apaixonados, esquecemo-nos até de quem somos.
O que conta é estar e ser com o outro...
Então sofremos. Sofremos até compreender que somos dois, que precisamos olhar também para o que é nosso. E, assim, nos separamos e continuamos juntos. Mais conscientes, mais seguros, mais amorosos, eternos namorados.
E quantas fases tem o namorar, amor platônico, sedução, conquista, paixão, amor, amizade, companheirismo, etc...
Pena saber que muitas vezes pulamos todas as etapas e nos casamos. Casamos sem antes conhecer, experimentar, planejar, dialogar, conversar. Casamos sem nem saber o que e por que... Deixamos de lado o melhor da festa... Deixamos de lado o "namorar"...
Fica então o convite. Não apresse o curso das coisas. Não tenha pressa. "Curta" cada momento como se fosse único. Ele é! Não aprisione-se. Não aprisione o outro. Que nesse 14 de fevereiro e, depois em 12 de junho, no Brasil, possamos tirar um tempinho para parar e pensar como é bom amar. Como é bom namorar. Então se você já está casado - namore. Se ainda não casou namore. Se está só, quem sabe, quem sabe, não é esse o ano para desencantar?
De fato, tudo podemos quando abrimo-nos para o amor. E, não o amor egoísta, mas, sim o amor incondicional. Afinal, quando compreendemos que o amor deve estar em nós e em tudo o que fazemos e pensamos, mudamos. Esse é o estado de espírito que nos permite alçar voos, inspirar, transpirar felicidade, sonhar e fazer acontecer, ser verdadeiramente quem somos.
Boa semana!
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
Dúvidas sobre relacionamentos? Envie para sandramaia@coisasdoamor.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog.
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Fragmentos de um Discurso Amoroso. Roland Barthes, 1977.
Por Sandra Maia
Há poucas semanas, fui presenteada por uma leitora com essa dica. Leia, ela me dizia: “Este era o livro da minha juventude. Eu sabia que o amor estava ali. E ali eu encontraria um alento para minha dor de amor...”.
É, tenho a certeza de que, para todos aqueles que já se perderam no amor, esse é o livro. Ele é um espelho, ou melhor, como afirma o autor, uma enciclopédia da cultura afetiva. Uma constatação de que o amor existe, nasce, se desenvolve e morre... Eu prefiro crer que se transforma, transmuta... Dá espaço para outro tipo de amor, talvez não tão louco, não tão poético, mas ainda assim amor. Se você não leu, leia. É uma leitura deliciosa e com certeza nos serve de espelho em diferentes momentos. Leia e reflita sobre o trecho abaixo. Quem já não experimentou, que experimente...
Wether: “Nesses pensamentos, abismo-me, sucumbo, sob o domínio destas magníficas visões” (4). “Eu a verei [...] Tudo, sim, tudo, como que tragado por um abismo, desaparece diante dessa perspectiva” (43)
Barthes: "O ser amado é reconhecido pelo sujeito amoroso como "atopos"(qualificação dada a Sócrates por seus interlocutores) quer dizer, inclassificável, de uma originalidade sempre imprevista."
BBB 124884094949
Por Sandra Maia
Pois então, 16 pessoas, uma casa, bebida, comida à vontade, todos com muito desejo de vencer o “concurso” e se dar bem, todos com muita vontade de ser o protagonista, ou melhor, o personagem principal da “casa”, todos, sem nada para perder, a não ser os milhões que os esperam, no final do show!
Atividades diárias da casa, competições absurdas, festas, badalação, piscina, música, fantasia, tudo ao mesmo tempo, ali e agora... Tudo, ao mesmo tempo, ali e agora provocando, surpreendentemente, um sentimento de absoluta solidão. Ninguém pode confiar em ninguém. Ninguém pode baixar a guarda, ninguém pode exercer o Ser, talvez o ter, melhor o parecer... Essa é a regra!
Então, esse é o esquema. Tipos diferentes, complexos, com valores e princípios distintos. Tipos que amam uma oportunidade ou que fazem qualquer coisa para aparecer ou aparentar qualquer coisa que chame atenção. Tipos que sofrem com toda a pressão, a insegurança, a carência, a tensão que é gerada pelo simples fato de estarem lá, confinados, isolados, vigiados, ameaçados, expostos como bichos em um jaula, esperando qual vai ser o próximo passo...
Talvez, por isso, ao longo da semana, pérolas e mais pérolas dos participantes “trincam” a mídia numa busca ávida por algum sentimento diferente das tragédias, catástrofes e desgraças do dia a dia.
"Daqui a pouco vai ficar sério. Não é só sexo, é carência mesmo!" comentou a estudante Monique em conversa com o veterinário Fael e o modelo Jonas.
"Se eu pegar o Anjo e abençoar quem eu quero, no outro fim de semana, eu estou no paredão", comentou o mineiro.
Rafa disse que Laisa sempre destratou o lutador, mas quando percebeu que todos passaram a virar as costas para ela, reaproximou-se. "Na minha humilde opinião, não acredito que seja por gostar. Quem gosta não diz que está cagando e andando. É pra você entender que vou fazer ferrenha campanha para botá-la no paredão", explicou.
O gaúcho se aproximou da conterrânea na cozinha e começou a fazer-lhe uma massagem nos ombros. "Que gostoso, estou toda dura", derreteu-se Laisa. A catarinense observou tudo com certa expressão séria e saiu para a varanda.
Intriga, desespero, paixão, relações que, instantaneamente, se rompem ou se fortalecem. O que vai ser?
O que vai ser dos BBBs e de nós, pobres expectadores, que ficamos aqui, do lado de cá da tela, achando que isso é vida.
Será? Será mesmo que aprendemos, desaprendemos ou só nos divertimos com os BBBs?
Fica aqui o convite à reflexão. Qual sua opinião? Você está dentro ou fora da sua história? Você é afinal sujeito das suas ações ou deixa passar batido?
Deixe aqui seu depoimento e vamos aproveitar esse espaço para falar de relacionamentos. O que estamos vendo ajuda nas nossas relações? Ajuda a construir um mundo melhor com pessoas saudáveis? Ajuda a compreendermos mais de amor, ética, interdependência, ou banaliza tudo? Qual a sua opinião? Como os conceitos experimentados pelos BBBs impactam sua relação?
De novo: É só diversão, só alegria? Onde está o aprendizado? Há, por fim, aprendizado?
Boa semana!
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
Dúvidas sobre relacionamentos? Envie para sandramaia@coisasdoamor.com.br que elas poderão ser comentadas aqui no blog.
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